sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A CORRIDA QUE VALE A PENA

Ontem assistindo uma palestra sobre reuniões ecumênicas do CFI – Conselho Federal das Igrejas, presenciei um relato de uma mulher na casa dos 40 anos que tinha saído de um casebre de pau a pique num bairro pobre de Belém – PA e remanejada com sua família para uma casa popular num assentamento rural. E ela disse: “essa coisa de solidariedade (enrolando um pouco a língua na pronúncia) é muito bom. Ver o que passei e agora ver as crianças; tudo moço crescido... Eu acho que essa corrida valeu a pena”.
Ela tem razão. Nunca tinha olhado para a vida como uma corrida. Sempre a observei e analisei por diversos prismas, menos por esse. Uma corrida que valha a pena! Achei interessante e de uma perspicácia fora do comum. E transferindo essa nova ótica para a minha corrida, que às vezes acho que chega a ser uma maratona, percebi que não estou nem na metade dela. Ufa! Ainda bem. Nem imagino a reta final... O que eu quero é continuar correndo, seja ladeira abaixo ou morro acima, mas continuar correndo. E nessa corrida, um dia a gente encontra alguém que nos da água para nos refrescar, noutro, encontramos quem nos passe uma rasteira para cairmos, e ao mesmo tempo vemos uma mão amiga para nos levantar, braços abertos e também faces à espera de um beijo. O correr, cair e levantar; ser aplaudido, às vezes vaiado; ultrapassar ou ser ultrapassado faz parte desta corrida chamada vida. Quer você queira ou não, você também faz parte dela. Uns correm descalços, outros calçados. Alguns usam atalhos, outros fazem questão de seguir o caminho original. Há os que ajudam os que caem a se levantar durante o trajeto, há também os indiferentes e egoístas. Não importa se você é um leão ou uma gazela, quando amanhecer, os dois terão que correr: um para comer outro para viver. Então corra.....

Fiquei ausente por um bom tempo.
Estava afiando as ferramentas para um trabalho mais preciso e melhor.
Agora vou trabalhar.